sábado, 5 de outubro de 2013

.:: Dreammare ::.

Então parece que há leitores rondando o blog... oh... interessante... =B

E é por vocês então que vai a promessa de "dias melhores" nas postagens. Não posso negar que há algum tempo (ai como é chato ficar digitando código prá fazer acento! >w<) uma nuvenzinha cinza, lindinha, anda chovendo na minha vida. Mas, como toda boa nuvem é feita de água, e prá chover tem que dissolver, uma hora ela vai embora...

Afinal, é preciso chuva para se ter um arco-íris...

É preciso quebrar alguns ovos para se ter uma omelete...

É preciso um gato prá fazer um churrasquim a noite para que amanheça...

Esse tipo de coisa. ^^

Ainda que eu ache que, no meu caso, uma omelete gigante deva estar sendo feita em algum lugar, dada a quantidade ridícula de ovos que vêm sendo quebrados há algum tempo... >w<

Mas enfim. É isso. Vamos à rodada de respostas super importantes para as questões super relevantes encontradas dentre os comentários! *Yey! Todos comemora!*:

P.: Como eu faço prá te mandar requeijão?
R.: Primeiramente, muito obrigada por ter prestado atenção às minhas 18796215364 solicitações super discretas a respeito de requeijão! *Yey!* Segundamente, sinto informar-lhes mas, pelo que me foi informado pelo tiozinho que vende coxinha (coxiiiiinhaaaaa!!! *w*) na barraquinha de coisas brasileiras super baratas que a gente num dá a mínima mas que aqui podem custar uma fortuna que a gente compra e nem liga na praça de alimentação do shopis, requeijão é estritamente proibido na terra da Rainha porque ela é uma bocó por causa de um dos componentes que não é aceito pela vigilância sanitária daqui. *Todos chora*

Momento "você sabia?":

Você sabia que eu tentei fazer o meu requeijão caseiro e... ficou uma... erm... delícia...? *sorriso amarelo*

P.: Eu sei que você ta ficando véia prá carai. Comofaz prá mandar presente?
R.: Primeiramente, valeu. É muito melhor do que o meu namorado me dizendo que eu estou prestes a completar um quarto de século. Segundamente, segue endereço inboxxxx (prá qualquer um que se prestar a mandar presente o que, humildemente, eu acho que deveria ser todo mundo, todo dia).

P.: Vai casar quaaaaando?
R.: No Dia Internacional da Vaca Roxa de Bolinha Amarela Caindo do Céu Azul Listrado da Meia Noite no Uzbequistão. Próxima!

P.: Vai voltar quaaaando?
R.: Se você leu a resposta anterior, no dia seguinte.

P.: Já viajou prá quantos países?
R.: A Europa, por incrível que pareça, é um lugar relativamente grande. E caro. Até agora eu dei uma passada de leve no País de Gales e passei uma semana na Irlanda. O resto e prá quando eu ficar milionária (e criar coragem, porque eu DETESTO viajar).

P.: Bah, tu é super depressiva. Tá tudo bem contigo?
R.: Tá. A nuvem passou, o blog vai ficar mais colorido assim que eu botar as mãos no meu Photoshop lindo maravilhoso e tudo o mais... Infelizmente vocês terão de me mandar presente ano que vem também. Sinto muito.


Bem, se você quiser saber um pouco mais sobre a vida na Inglaterra, é simples! É só discar 0800... não, pera... deixa um comentário, eu juro que respondo. ;]




quinta-feira, 3 de outubro de 2013

.:: Ain't no mountain... ::.

And no sunshine where she's gone. And no nothing. Really.

E mais uma vez as estações mais frias do ano se apoderam do Hemisfério Norte. O que, além de frio, árvores peladinhas e neve, significa que eu não consigo mais dormir.

Ah... como eu adoro morar num país onde o frio é frio e o quente é quente! Só que não...

Todo ano (e agora eu posso dizer "todo ano" porque logo mais já se vão dois) é assim: Verão chega, os dias duram umas 20 horas, eu não consigo dormir por causa da luminosidade. Inverno chega, os dias duram umas 4 horas, eu não consigo acordar porque eu penso que é hora de dormir o tempo todo por causa da escuridão.

Eba. ¬¬'

No meio termo, o meu corpo luta contra ele mesmo prá decidir quem está certo: a parte dele que viveu por 23 anos num país - em muitos aspectos - por demais rotineiro, ou essa nova parte que olha pela janela e faz um ou dois fusíveis queimarem no meu cérebro. =B

Até a insônia vir e mandar todo mundo à merda. Bem prática ela.

E assim nascem mais posts no blog. Bom prá... eu espero que seja bom prá alguém. ^^ Eu adoraria poder contar mais coisas interessantes a respeito de estar aqui e viver aqui e ter vindo prá cá, mas, no momento, minha vida é a mesma lesmice de sempre. O que é uma pena, porque esse é um espaço tão legal, uma oportunidade tão bacana... E, ao invés de dormir, além de escrever eu me pergunto o que eu posso ter deixado prá trás - ou de lado. Tipo numa receita de bolo quando você se dá conta de ter esquecido, sei lá, o açúcar; com a diferença que na minha vida, no momento, parece ter sido bem logo a farinha. >.<

Hoje eu me dei conta de que eu faço bijuterias - e tento vendê-las (sem muito sucesso) - há dez anos. Isso porque, desde quando a minha resina chegou pelo correio (ontem), eu não consigo parar de pensar na possibilidade de explodir a casa toda dada a quantidade de avisos do tipo isso é super tóxico explosivo inflamável e super do mal em todas as coisas que eu quero - bastante sadicamente - prender prá sempre dentro de pingentes e coisas do tipo. E em como eu vou tentar vendê-las de novo. E em quantos dez anos mais eu preciso esperar até que alguém compre uma delas.

Talvez isso seja verdade:

Among other cherished qualities of the Ivy Celtic tree astrology sign, most prized is your ability to overcome all odds. You have a sharp intellect, but more obvious is your compassion and loyalty to others. You have a giving nature, and are always there to lend a helping hand. You are born at a time of the waning sun so life can be difficult for you at times. This sometimes seems unfair because it appears that obstacles are coming at with no prompting on your part. Nevertheless, you endure troubling times with silent perseverance and soulful grace. Indeed, Ivy signs have a tendency to be deeply spiritual and cling to a deep-rooted faith that typically sees them trough adversity. You are soft spoken, but have a keen wit about you. You are charming, charismatic, and can effectively hold your own in most social settings. Ivy signs are attracted to the Celtic tree astrology sign of Oak and Ash signs.

Ou pelo menos justifica os posts melancólicos. ^^

Ain't No Mountain High Enough...

terça-feira, 24 de setembro de 2013

.:: I believe... ::.

E aqui vai mais um post para uma audiência fantasma.

Eu entendo que os assuntos que eu abordo não são dos mais interessantes, e que as pessoas estão todas ocupadas com seus próprios afazeres. O que não é de todo ruim - eu odiaria ser amiga de gente inútil. Mas o tempo que eu tenho prá escrever talvez seja o mesmo (se não mais) tempo que se gasta lendo.

Mas isso é só a minha opinião. ^^

Enquanto isso, eu vou preparando textos e mais textos, na esperança de que algum deles interesse alguém por aí. Me perdoem a falta de assunto, mas Manchester não é o lugar mais excitante de todo o mundo, e nem eu a pessoa que vai ficar maravilhada com tudo o que vê.

Hoje é meu décimo primeiro "meversário" do ano, o que significa que mês que vem é meu aniversário - o segundo longe de casa ever ever. Depois disso, algumas outras datas e o terceiro Natal longe de casa ever ever. Que menina boazinha essa que sempre passou as datas importantes dentro de casa... com ou sem família junto. 

Só que não. 

Muito triste e meio boba essa minha mania de fazer tudo pelas regras. Talvez seja esse o motivo da falta de assunto, a falta de fotos e postagens e marcações em fotos e viagens e memórias e citações e ligações... E isso com certeza explica o vôo raso, o coração geladinho e as palavrinhas tão gostosas como jiló. 

Apesar de tudo, eu ainda acho que faço bem por onde merecer, e continuo intrigada em ver como quem tem tanto a oferecer, pouca chance tem de provar. Não é que eu queira ver ninguém tombar de lá do alto, mas eu definitivamente não nasci com vocação para controladora de vôo. 

E se não é a ranzinsisse que afasta ou a tentativa que atrai, eu sinceramente não sei o que estou fazendo de errado. 

***

Já é outono e - eu já disse isso antes? - é lindo de se ver como o clima  muda aqui no Hemisfério Norte. Todos aqueles indicativos que a gente aprende sobre as estações - flores, frutas, folhas secas e neve - realmente acontecem! *w*

Há uns dias atrás eu descobri que um dos nossos vizinhos tem uma macieira carregadíssima de maçãs gigantes... Eu acho que ele não vai comer tudo aquilo sozinho, né? =B

Logo mais, quando o inverno chegar, os dias serão dramaticamente mais curtos, e pela manhã, a grama estará branquinha - primeiro com gelo e depois com neve. É muito bonito quando a neve cobre toda a rua e faz com que tudo fique tão silencioso... mas de manhã é meio triste ver as marcas de pés e pneus bagunçando o que a natureza fez com tanta maestria, floquinho por floquinho...

E esse ano eu comprarei a minha lupa e, quem sabe, um guia de flocos de neve. *nerdisse level: MASTER* Sim, há um estudo dos flocos de neve e livros sobre o assunto... há até quem defenda que tanques com água que "escutaram" Heavy Metal tendem a produzir flocos de neve caóticos. Será?

Como as doações de requeijão se mostraram inexistentes *ahem* eu decidi fazer o meu próprio. O único problema é que, depois de ter feito 1kg de geléia de amora e mais 500g de caramelo, eu fiquei sem potes prá colocar tudo o que eu quero. Então talvez eu aceite doações de potes! =P

Se tudo der certo, eu deixo vocês saberem de mais uma das minhas receitas mágicas. Eu adoraria publicar tudo o que eu ando aprontando na cozinha, mas aí isso se tornaria um blog de culinária. É bastante gratificante morar com alguém que come o que você prepara mesmo que isso não seja o "habitual" - eu acho que nunca tentei (com sucesso!) tantas coisas diferentes. ^^

***

Nada de muito novo me acontece. Acho que, além dos potes, eu aceito doação de perguntas, interesses, opiniões e... comentários (?). 


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

.:: Sobre solidão ::.

Hoje eu estou me sentindo bem idiota. Do tipo bem idiota mesmo, de verdade.

Do latim idiota (la), originado do grego antigo ἴδιώτης (idhiótis) , "um cidadão privado, individual", derivado de ἴδιος (ídhios) , "privado". Usado depreciativamente na antiga Atenas para se referir a quem se apartasse da vida pública.

Prá não citar que idiota eu sempre fui, o que me faria também dramática (além de sincera), eu vou citar-lhes alguns dos fatos que contribuem para o tal estado de espírito. E, sim, eles têm a ver com a minha assim chamada "saga". ^^


Quando eu disse "vou para a Inglaterra", eu não ouvi um "oh!" sequer. Nem mesmo um "uh!". "Que legal! Te desejo sorte, amiga!"...pff. Tudo (e pelas não estabelecidas regras gerais da generalização, "tudo" há de referir-se à maioria + 1 que, no caso, resultaria em 100%) o que eu ouvi foi "Você é louca!" ou "Que é que você vai fazer lá? Ficou maluca?".

Houve quem dissesse que eu não falava Inglês. Eu talvez não vocalizasse Inglês, dado o fato que eu nunca tive com quem conversar em Inglês (e, claro, ninguém que acreditasse que eu pudesse fazê-lo), mas eu leio e escrevo relativamente bem desde que comecei a estudar por conta própria, há uns 15 anos. Escrevo e leio em Português desde os 3, muito obrigada. 

Houve quem dissesse que eu seria raptada e vendida. Em partes ou por inteiro, para os mais macabros fins. É claro que ninguém sabe das ligações para o Consulado, tentativas de contato com pessoas que moravam em outros países, horas e horas de leitura sobre os hábitos, tradições e até mesmo as origens do povo Britânico... e por aí vai. E você que está pensando aí consigo enquanto lê "Nah, que bom prá você, né? Que eu tenho a ver com isso?", com certeza faz parte do time dos 99%+1. =B

Ninguém tem a obrigação de achar nada legal, mas apoio e opinião devem ser coisas que seguem em caminhos paralelos, não necessariamente de mãos dadas. Na minha opinião, é claro.

E é por isso que eu cheguei até aqui sozinha. Planejei a viagem sozinha. Comemorei quando tinha a passagem nas mãos sozinha. Tirei meu passaporte - ninguém nem soube. Tive um apoio inesperado e muitíssimo bem-vindo quando estava fazendo a segunda mala na manhã do vôo, até o momento de botá-la no ônibus, e na noite anterior quando me levaram a primeira (porque era gigante!) e depois quando me deram carona até um aeroporto após um almoço meio triste, mas que eu não trocaria por nada nem pela companhia de ninguém mais.

E você que se identificou no parágrafo acima e sabe que eu tenho um nó gigante na garganta enquanto escrevo isso, bem-vindo ao clube dos 1%.

Mas eu fui de aeroporto em aeroporto sozinha. Duas malas maiores que duas vezes eu prá carregar, a minha vida prestes a mudar drásticamente (e quiçá, prá sempre), 14 horas de vôo pela frente e a solidão no meu ombro.

Fotos, comitiva, torcida, abraço apertado, lágrimas, mensagens de texto, ligações. Não para mim.

Houve quem me ligasse mais que minha mãe até que eu entrasse no avião, e é dessas pessoas também uma parte da porcentagem menor. Aliás, minha mãe não me ligou; estava trabalhando - eu entendo. Meu pai nem sabia que eu estava viajando porque ele não pode me ligar por causa da minha mãe - eu entendo também. Eu entendo tudo, mas não queria.

No avião a senhora do meu lado falava alemão (e eu não), e já em Manchester, só o Oliver me aguardava na saída. E só o Oliver me aguarda em todo lugar, o tempo todo. De porto a porto, a solidão é uma só e é a mesma; e dói. 

Há quem diga que é culpa minha, por eu ser tão cinza. Ok. Eu vou ser bem feliz prá mim mesma até que o destino me atraia algumas pessoas com as quais eu possa ser feliz junto... e aí eu vou olhar prá trás e ver como eu era boba por me sentir triste sozinha sendo que eu podia me sentir feliz sozinha e alimentar essa esperança tão legal de um dia encontrar umas pessoas nesse simples processo de ode à positividade. Só que NÃO.

É mais ou menos como cuidar de uma orquídea e de um cacto: a orquídea é uma plantinha chata, requer uma porção de cuidadinhos bestas - mas é bonita e você pode mostrar pra todo mundo (e ainda dizer que é de uma subespécie super rara e que você pagou super caro e tudo o mais). Já o cacto... Bem, um cacto é um cacto; água a cada três meses e sol para torrá-lo todo dia, o dia todo. Deixe-o em seu próprio vaso, porque planta nenhuma resiste ao mesmo tratamento, e é só. Se você disser que tem um cacto, você provavelmente ouvirá que tem um gosto um tanto quanto exótico - e, no fim, é no máximo uma plantinha divertida.

Mas se você esquecer de aguá-lo por um tempo... bem, ele não vai murchar na sua cara e morrer duma forma bem dramatica, forçando você a começar todo o processo novamente, com uma nova planta.

Bem, prá encerrar e não adicionar o adjetivo "chata" à lista de impeditivos para uma convivência em sociedade nível normal, eu quero dizer que o objetivo deste post não é me fazer de coitada. "Vítima" não deve ser incluído na tal lista, certo? É um desabafo, e as palavras me absorvem mais do que refletem. É disso que eu gosto e preciso.

Tá?


Jessé - Porto Solidão

quarta-feira, 24 de julho de 2013

.:: Change your heart... and look around you ::.

Aaahhh... quanto tempo, hein?

Mas ninguém sente falta mesmo, então lá vou eu mais uma vez escrever mais para mim mesma do que para alguém ler... O que é perfeito para a "introdução" do assunto deste post.

Eu tenho uma porção de posts "meio escritos" aqui, salvos para quando eu tenha tempo (e ânimo) para terminar de escrevê-los. Eu sei que eu prometi contar-lhes sobre toda a saga de chegar e permanecer aqui, mas isso inclui uma parte significativa destes assuntos...mmmm...bisonhos, digamos, que eu não quero abordar.

Ontem estava eu na cozinha, uns muffins de bacon no forno e, entre lavar uma peça de louça e outra, eu fui dar uma espiada no jardim, já que era dia de chuva (adoro!). E foi então que eu a notei: uma aranhinha muito atarefada, andando de um lado para o outro, para cima e para baixo - estava tecendo sua teia.

Foi então que eu pensei; por achar que vocês não queiram saber dessas coisas cinza*, eu decidi mudar de assunto. Vou falar da aranha. Não, eu não vou fazer uma reflexão super artística e dramática sobre a vida do pobre aracnídeo, não farei um discurso Wicca sobre o poder da Mamis Nature e tentarei reprimir o meu lado nerd ao máximo evitando explicar o quanto é mega legal que as aranhas não sejam consideradas insetos e tenham sua própria classe dentro do filo... oops. =B

O que eu queria compartilhar mesmo é um pensamento recorrente que eu ando tendo, bem simples: os melhores e mais bonitos momentos da vida da gente, a gente vive sozinho.

Prá exemplificar, voltemos à aranha. Quantas pessoas, além de mim, terão a oportunidade de ver aquela aranha tecendo uma teia? Quantas pessoas terão a oportunidade de estar no lugar certo, na hora certa, para ver qualquer aranha tecer qualquer teia?

Eu não acho que os momentos que resultaram nessa mudança na minha vida teriam tido o mesmo sentido ou o mesmo valor se eu os tivesse compartilhado. E nem acredito que os poucos detalhes que eu compartilhei (e não achem que eu não teria compartilhado mais se pudesse - nunca fiz disso segredo algum) teriam tido o mesmo sabor se fossem só meus.

Isso me fez ver o quanto essa condição de solitude (Wikipédia-dia-dia-dia!) me faz ter uma visão única do ambiente que me cerca - e o quanto eu posso fazer disso algo muito proveitoso.

Otimista, eu? Quem diria, huh?

Há quem acredite em coincidência, mas eu não acredito que qualquer coisa seja por acaso. Se é dito que "a Mãe Natureza é sábia" e "a vida é uma caixinha de surpresas" e "nada é por acaso", eu faço um mix de tudo e digo que "a Mãe Natureza é uma caixinha por acaso". =P

Brincadeiras e clichês à parte, eu acredito que tudo tenha um sentido, um destino, uma razão. Já que toda matéria não se cria - se transforma, a energia obtida daquele momento transmutou-se neste texto. E em uma memória. E em uma lição.

E eu espero que não se transforme novamente - se multiplique.

Ouviram, crianças? =P

Eu quero encerrar esse texto muito profundo com meu singelo apelo para qualquer boa alma que esteja lendo este texto: EU QUERO REQUEIJÃO! - Meu endereço seguirá inbox/por email/por telefone/por pombo correio para qualquer anjo que queira atender ao meu pedido!


The Korgis - Everybody's Got to Learn Sometime**







*aliás, vocês querem saber de qualquer coisa que eu escrevo aqui?
**alguém sabe que isso é um link prá uma música tão cafona quanto eu?

domingo, 9 de junho de 2013

.:: Something wicked this way comes ::.

(tenta se lembrar de todos os códigos para todos os acentos e afins)

Não é que eu não queira mais postar, e nem que eu não tenha mais o que falar a respeito. Veja bem: há um ano eu deixei pouco mais que 98% de tudo o que eu tinha e jamais conheci na minha vida para - literalmente - me mudar para o outro lado do outro lado do mundo. Digo, na outra margem do oceano, na parte de cima do planeta, acima dos trópicos e... enfim. Longe.

Longe pacas.

Quase 14 horas de viagem, 4 diferentes aeroportos, 3 diferentes paises, 2 aviões, e sabe-se lá quantos ônibus e trens e metrôs depois (contando cá e lá), eu finalmente pude sentar minha bundinha neste lugar do qual digito tudo isso para vocês agora. Que nada disso foi normal, ou fácil, ou comum, ou qualquer adjetivo que vocês possam imaginar, acho que é bem claro. O que talvez ninguém tenha pensado é que não foi totalmente felicidade.

E é sobre isso que eu não quero falar. E é exatamente essa a verdade muito mais que inconveniente sobre a qual eu não queria pensar - mas que, inevitavelmente, invadiu a minha mente no exato segundo em que eu botei meus pés no chão, fora da cama, no dia em que eu saí de casa. Não que eu houvesse dormido naquela noite, é claro. =]

Mas, se eu quiser começar a falar sobre a minha saga para quem lê este blog, eu não posso omitir essa parte, certo? Eu tenho rascunhos e rascunhos a respeito do assunto, prontinhos para serem publicados, mas... vê como eu estou fugindo disso há 5 parágrafos e meio? =D Por isso eu hei de preferir contar a respeito de como eu ganhei uma câmera nova, de como amanhã eu correrei atrás dos gansinhos no parque (de novo!), sobre a mudança de nome do Oliver e de como tudo vai bem quando... bem, quando vai bem.

Não é que eu queira fugir, mas é que eu não acho justo me lamentar para um público que tem seus pequenos diabinhos sussurando nos próprios ouvidos. E é por isso que amanhã vocês terão seus respectivos Facebooks invadidos por fotos de estudo de árvores, gansinhos, Olivers e eus. E, talvez, depois de um vôo espetacular nas alturas, eu derreta suas asinhas de cera com um pouquim da minha melancolia. E depois eu volto a falar do miojo de caranguejo e das framboesas que crescem no meu estacionamento. ^^

Por enquanto eu quero me sentir bem. E saber que alguém, qualquer um, (mas, mais "importantemente", as pessoas "importantemente" importantes para mim) lê o que eu escrevo, é bastante prá botar uma curvinha no canto da minha boca.

E eu espero que os gansinhos não estejam grandes o suficiente para saber que eles podem me bicar quando eu os agarrar. Me desejem sorte. =P

Siouxsie & the Banshees - Something Wicked (This Way Comes)

terça-feira, 21 de maio de 2013

.:: I don't drink coffee I take tea my dear... ::.

*suspira*

Vamos lá... Eu podia estar dormindo, podia estar jogando Harvest Moon, mas não: cá estou eu escrevendo para as paredes mais uma vez.

Bom, para as paredes nem tanto, mas talvez não para o público que eu esperava alcançar. O que não é de todo ruim, só bastante surpreendente. De tooooodas as pessoas que eu deixei para trás no Brasil, apenas uma - repito - UMA leu minha primeira, última e única postagem (até então), e eu sei quem foi.

Bacana, huh?

Coisas como esta me fizeram desistir de começar a contar-lhes sobre a tão aclamada estória de Eduardo e Mônica que se tornou a minha vida nos dois últimos anos. É muito bonitinha, com carinha de conto de fadas e tudo, mas igualmente deprimente e nonsense. E de deprimente já basta esse meu emprego de montar mostruário de persiana cafona! (calma, calma... eu vou contar sobre isso num post seguinte).

Por isso, mantendo (ao máximo) as mãozinhas dadas com o alto astral, eu resolvi provê-los de informações super bacanas a respeito da terra da Rainha!

*Heeeeeeeey!!! Todos comemora!!!*

Super útil, interessante e requisitado arduamente pela minha enorme base de fãs, obviamente. *ahem* Mas eu gosto de listas e eu gosto de pensar em como as coisas são - muito sutilmente - diferentes por aqui... e como elas podem ser muito similares também. É óbvio (e talvez irrelevante citar) que eu esperava por isso, afinal, me mudei para um país completamente diferente e literalmente do outro lado do mundo; para não dizer que pertence ao povo que, juntando as mãozinhas com os chineses, pode dizer "nós botamos ordem e demos sentido à raça humana, muito obrigado". Ainda assim, certas coisinhas continuam a me dar aquela sensação de "ounti/own/guti guti" por dentro... porque o povo inglês é mesmo muito fofo! ^^

*rufar de tambores*

Lista!


  • Batatolândia? É aqui! - Apesar de as batatas surpreendentemente não serem nem de perto nativas da Inglaterra (e não existirem por aqui até o final do século XVI), de alguma forma eles conseguiram botar batata em tudo. TUDO. E é por isso que você vai no mercado e encontra uma seção exclusiva para "estilos" de batata: batata cortada em tirinhas, em tirinhas onduladas, em espirais, em rodelinhas, em forma de bichinho, sorrisinho, em forma de wafer, rosquinhas, fatias grossas, finas, médias... *boceja*... entenderam, né? E, como se não bastasse, todos os sabores de batatas fritas de pacotinho: queijo, sal e vinagre (sabe-se lá por que raios eles fazem isso!), pimenta, camarão... E, por último - mas não menos importante - a famosa (porque todo mundo já ouviu falar, certo?) culinária britânica, consistente basicamente de algum tipo de carne e... =]
  • Requeijão? Isso não te pertence mais! - Eu sei que a expressão é ultrapassada, mas expressa o grande buraquinho que se fez no meu coração quando eu descobri isso. O famoso Catupiry é inclusive proibido por aqui, por conta de uma substância qualquer usada em sua fabricação que não é permitida no país. Requeijólatras, regojizai-vos no cream cheese: aqui, mais uma vez uma variedade de sabores não mais saborosos que curiosos... ^^
  • Biscoito recheado? Oi? - No máximo você vai encontrar alguma coisa coberta por chocolate ou, se você considerar os (duros como pedra) Oreos na tal categoria, fique felizinho. Biscoitos são para a hora do chá, não para crianças mimadas.
  • Hooray for Polsky people! - Eu tenho medo de poloneses. Eles quase sempre me fazer querer pedir desculpas, mesmo que só me digam um "bom dia". Quem já trombou com um, sabe do que eu estou falando. =P Em contrapartida, os produtos poloneses são estranhamente similares aos brasileiros, o que me dá um confortinho. Porém, endorsando o rol de estranhices, encontramos dentre eles os meus favoritos: miojo de caranguejo e suco de cacto. Eu não vou explicar e você não leu errado. =P
  • É do Brasil! *eco bocó* - Carne enlatada, castanhas e melões são tupiniquins. E o sorriso bobo do Oliver repetindo "Brasieu" um milhão de vezes não tem preço. =]
  • Chá, chá, chácháraracháchá... - Eu achei que fosse tomar chá o tempo todo, mas talvez seja só a gente mesmo que não faz isso: os pacotes contendo 1000 saquinhos de chá no mercado não me deixam mentir! Aqui você encontra muito menos invencionices do tipo "chá de florzinha roxa do campo de Marte em Sapopemba no inverno" e mais chás tradicionais de outros ex-colônias países.
  • Metrô a céu aberto - Sem buraquinhos, no máximo um túnel. Você consegue ir até a esquina de metrô, pois tem estação prá tudo quanto é lado. Os metrôs passam no meio da rua e você tem que cruzar a linha. E as estações não têm catracas. Aí vai de você - e da sua boa índole ou do seu medo de pagar uma multa de £300 por não ter um pedacinho de papel - comprar o bilhete na maquininha. 95% das vezes você gasta as suas £3 por nada, mas vai que...
  • Passa um paninho - Se eu esfregar qualquer coisa aqui em casa com o mesmo vigor que as casas brasileiras são esfregadas, isso vai derreter. Aliás, achar qualquer produto de limpeza que tenha cara de que limpe mesmo é um sufoco! No final, vai tudo na base do panim mesmo...
  • Health and Safety - As normas de saúde e segurança inglesas fariam qualquer avó dizer "larga de ser frouxo, muleque!". Mas elas existem - e todos respeitam. Um exemplo: todas as tomadas têm os buraquinhos cobertos (que cedem quando você pluga alguma coisa); todas as tomadas têm um interruptor; todos os plugues têm um fusível - assim nada queima, e ninguém bota o dedinho no focinho do porco. Remédio sem receita? Nops. No máximo qualquer coisa bem fraquim... de resto, só se você tiver um médico bacana que lhe dê a receita. 
  • Raio de sol = povo se jogando no chão do parque ou fazendo churrasco. =]
  • Natureza a seu dispor - E o Brasil que é conhecido pelas florestas, huh? Mas me diz: quantas frutas você já colheu naquela árvore da esquina? Por aqui você encontra maçãs e framboesas com facilidade, prá não falar de rios limpos, bosques, parques e árvores em TODAS as ruas. Pelo menos uma. E, sim, eu estou falando das grandes cidades. ^^
  • As fazendas inglesas devem ter o tamanho de um sítio no Brasil.
  • Nós dizemos "por favor" e "com licença" prá tudo, e pedimos desculpas mesmo quando a culpa de nada é de ninguém. 
  • Segundo andar, por favor? - Prédios enormes de apartamentos ou escritórios? Uma meia dúzia. O resto são casas. Marronzinhas e de tijolinhos, todas elas... Os prédios também, prá falar a verdade. Sem grades nas janelas ou portões na frente de casa. Eu tenho a sensação de estar em Silent Hill o tempo todo...
  • E, como esse post está ficando mais que gigante, eu vou encerrar com um pensamento que me assombrou nos últimos dias: eu não vi nenhuma pixação. Em lugar nenhum. Nada. Nem grafitti. Nem pôster nos muros. =O
Acho que devo dizer que por hoje é só? Bem, eu espero que alguém leia. Comentar é luxo. Quando eu conseguir me apossar do computador novamente eu prometo postar novamente...

...ou jogar Harvest Moon?


quinta-feira, 16 de maio de 2013

.:: Quem dera ser um blog... Para minha linda história publicar... ::.

Bem, é isso. Um blog. Um outro blog.

Eu bem perdi as contas de quantas vezes eu comecei a escrever pela internet afora e... como ninguém lia, eu também não escrevia mais. =[

Bem, o propósito deste aqui é, primeiramente, mantê-los informados (uma vez que eu não mais estou entre vocês - no Brasil). Segundamente, é para que eu escreva.

*dãp*

Óbvio? Nem tanto. Há muito eu parei de escrever. Parei por que não precisava mais. Parei porque não tinha mais tempo (vocês sabiam que, a cada acento neste texto, eu tenho que digitar um código - diferente para cada acento - de 4 números?) e porque não tinha mais sentido. Mas não há nada de bom em deixar o que se gosta e, aparentemente, se faz tão bem para trás...

...numa gavetinha escura e apertada do meu cérebro (não pouco) atravancado de meleca pensamentos.

Há também quem diga *ahem* que há de sair um livro de toda essa saga que se tornou minha vida há (caraca, quanto "há"!) uns dois anos... Quem sabe, huh?

E eu preciso exercitar a minha língua nata, uma vez que cheguei ao ponto de estranhar algumas coisas escritas e sentir falta da expressividade ímpar das palavras da língua inglesa. Como eu sempre digo pro Oliver (o qual será devidamente introduzido no primeiro capítulo da saga, para os que não o conhecem ou mal o sabem): no Português você tem uma porção de palavras para o mesmo significado; no Inglês, uma porção de significados para a mesma palavra. E isso não ajuda nadica o meu referido cérebro.

*suspira*

Acho que é só. Um bom tema, estrutura impecável, nada de mais, nem de menos... *mmmm*

(na verdade eu só quero ir jogar Harvest Moon!)

Me resta só dizer: sigam-me os bons! Prometo recomepensá-los (ou não) com uma dose (quase) diária de informações que, talvez, se tornem úteis. ^^

Fica um "vidinho". *mwah!*

*glub glub*